Arruda na Rota Histórica das Linhas de Torres



O Circuito de Arruda dos Vinhos é composto pelo Centro de Interpretação das Linhas de Torres, o Forte do Cego (obra militar n.º 9) e Forte da Carvalha (Obra militar n.º 10) e integra o percurso da Rota Histórica das Linhas de Torres «Grandes Desfiladeiros», congregando as potencialidades histórico-culturais e ambientais inerentes às Linhas de Torres, com a gastronomia, vinhos e componente paisagística que caracteriza o concelho, como meio de promoção e desenvolvimento turístico.

A Rota Histórica das Linhas de Torres é membro da Federação Europeia das Cidades Napoleónicas (FECN) – Destination Napoleon, sócia da Associação de Turismo de Lisboa (ATL) e sócia honorária da Associação de Turismo Militar Português (ATMPT).





Do projeto "Rota Histórica das Linhas de Torres - Comunidade e Turismo Sustentável", ao abrigo do Programa Valorizar: Linha de Apoio à Sustentabilidade do Turismo de Portugal, foram realizadas várias ações: requalificações nos fortes militares, mapas de informação turística, ferramentas pedagógicas, ações de sensibilização com a comunidade, uma maquete acessível do Forte da Carvalha (no Centro de Interpretação das Linhas de Torres) e uma app turística. A aplicação destina-se aos turistas que gostam de conciliar a informação com a comodidade de acesso simples e rápido a conteúdos turísticos.

A experiência está disponível em quatro idiomas: espanhol, francês, inglês e português e pretende apoiar os utilizadores na exploração das Linhas de Torres, de forma estruturada, pelos pontos de interesse e percursos turísticos temáticos, conciliando-os com sugestões de o que ver, o que fazer, onde comer e onde dormir, num território que se estende do oceano Atlântico ao rio Tejo, acerca de 30 km a norte de Lisboa.

O visitante vai conhecer a nossa mascote, que o acompanhará a sua viagem e lhe lançará alguns desafios!

Pode descarregar a app gratuitamente      


Do projeto "Rede das Invasões Francesas em Portugal", atualmente designado Itinerários Napoleónicos, ao abrigo do Programa Valorizar: Linha de Apoio à Valorização do Interior - Consórcio de 13 entidades (Almeida, Bombarral, Elvas, Lourinhã, Mealhada, Mortágua, Penacova e Rota Histórica das Linhas de Torres), cujo promotor foi a Comunidade Intermunicipal da Região Coimbra, resultaram, entre outras, as seguintes experiências e ferramentas: jogo Science4you “Napoleão Bonaparte: O Princípio do Fim” (à venda nos Centros de Interpretação das Linhas de Torres da região), um vídeo promocional do projeto, a aplicação de realidade aumentada e a realidade virtual. São 26 experiências, 13 experiências de realidade aumentada e 13 experiências de realidade virtual.




Em Arruda dos Vinhos, os óculos de realidade virtual estão disponíveis no Centro de Interpretação das Linhas de Torres, e retratam um episódio na Igreja Matriz de Arruda dos Vinhos: "Por ocasião da terceira invasão francesa em 1810, um oficial inglês, John Kincaid, terá revelado na sua correspondência com Inglaterra, que quando chegara à vila de Arruda dos Vinhos se tinha deparado com uma igreja, construída num "estilo de magnificência" para tal vila e que não havia sido danificada. Ao entrar no imóvel, John Kincaid e o Capitão Simmons, encontraram o corpo de uma pobre mulher idosa, morta diante do altar. Ao que parece esta senhora não teria tido tempo de fugir com a restante população, pelo que os dois ingleses decidiram que "deveria ter mais glória na sepultura do que parecia ter tido fora dela". Unindo esforços, conseguiram levantar a laje de uma das sepulturas da igreja e colocaram o corpo lá dentro, tapando novamente com cuidado."

A realidade aumentada em Arruda dos Vinhos pode ser explorada no Forte da Carvalha: "O General Massena permaneceu cerca de um mês em Arruda dos Vinhos, posicionando-se com as suas tropas junto à entrada Norte da Vila de Arruda dos Vinhos.
A 9 de novembro ludibriaram o exército aliado, deixando bonecos de palha a ocupar as suas posições e bateram em retirada, em direção a Santarém, dando assim início ao fim da 3.ª Invasão. Arruda dos Vinhos sofreu a política da terra queimada, em que os arrudenses deixaram as suas casas, em defesa da capital e do país."


Mais informações e para descarregar a app de Realidade Aumentada: https://invademag.pt/itinerarios-napoleonicos



InvadeMAG

A versão online da revista INVADE, em prol da região das Linhas de Torres, da promoção do seu turismo e do seu património histórico único.
www.invademag.pt








Centro de Interpretação das Linhas de Torres


Situado no Centro Cultural do Morgado, prima pela sua estrutura multifuncional, dando a conhecer o património do concelho associado às Linhas de Torres, afirmado a sua importância no contexto das Invasões Francesas.

Caracterizado por um design gráfico apelativo e contemporâneo, bem como pela interatividade, aborda o tema através de um discurso museográfico acessível aos diferentes públicos, estimula e convida o visitante a conhecer e desfrutar das
estruturas militares do concelho – Forte do Cego (Obra Militar n.º 9) e Forte da Carvalha (Obra Militar n.º 10) – e da sua envolvente paisagística.

O Centro de Interpretação das Linhas de Torres em Arruda dos Vinhos, situado no Centro Cultural do Morgado, recebeu, em 2011, uma Menção Honrosa para a melhor aplicação de gestão e multimédia, por parte da APOM – Associação Portuguesa de Museologia.



 



Contactos


Centro Cultural do Morgado
Centro de Interpretação das Linhas de Torres (CILT)
Posto de Turismo
2630 Arruda dos Vinhos
263 977 035
 turismo@cm-arruda.pt

3.ª a 6.ª: 9h00 às 12h30 / 14h00 às 17h00
sábado e domingo: 10h00 às 13h00 / 14h00 às 18h00
Encerra à 2.ª feira e feriados





Estruturas Militares



No alto dos “cabeços” montanhosos do concelho, surge o circuito do Forte do Cego (Obra Militar n.º9) e do Forte da Carvalha (Obra Militar nº 10), que integram a 1.ª linha de defesa das Linhas de Torres. O Circuito dos Fortes oferece ao visitante a possibilidade de conhecer em pormenor as estruturas e seu funcionamento durante a 3.ª Invasão Francesa, e usufruir da paisagem envolvente, que há 200 anos foi escolhida para albergar este monumental sistema de defesa.


Forte do Cego – Obra Militar n.º 9

Localizado à direita do desfiladeiro de Matos, era também designado de Forte de S. Sebastião, mas por se situar no Casal do Cego, local onde habitou a famosa Bruxa de Arruda, passou a designar-se de Forte do Cego.
Destinado a albergar um contingente militar de defesa, este forte possuía um elaborado sistema de drenagem composto por uma conduta de escoamento de águas pluviais de modo a evitar acumulação de água no seu interior. Em termos defensivos, as canhoneiras possuíam um piso lajeado, sendo o terreno previamente preparado com enchimento de pedras ligado com argamassa. Apresentava ainda Través construído em terra, que servia de proteção contra fogo inimigo.
Localização: Casal do Cego, Freguesia de Arruda dos Vinhos
Altitude: 353 m
Estruturas: Paiol, 4 Canhoneiras equipadas com 3 peças de calibre 9 e 1 peça de calibre 12
Capacidade: 280 soldados
Turismo & Lazer: Parque de merendas, junto do parque de estacionamento



Forte da Carvalha – Obra Militar n.º 10

Localizado junto à localidade da Carvalha, no ponto mais alto do concelho, protegia o Vale de Arruda juntamente com o Forte do Cego, permitindo fogo cruzado sobre o inimigo, em caso de tentativa de transposição.

Em termos defensivos, as canhoneiras possuíam um piso lajeado, sendo o terreno previamente preparado com enchimento de pedras ligado com argamassa. Apresentava igualmente Través construído em terra, que servia de proteção contra fogo inimigo.

Localização: Alto da Carvalha, Freguesia de S. Tiago dos Velhos
Altitude: 394 m
Estruturas: Paiol, 4 Canhoneiras equipadas com 2 peças de calibre 9 e 2 peça de calibre 12
Capacidade: 400 soldados
Turismo & Lazer: A área circundante do Forte da Carvalha foi requalificada e beneficiada com melhores acessos, mobiliário urbano e um baloiço para contemplação da paisagem.
Foi criado um parque de merendas, junto do parque de estacionamento existente e dois observatórios e de interpretação da paisagem, um orientado a Oeste, interpretando a paisagem Oeste e Sul do Forte, outro orientando a Este, para o vale de Arruda. Os observatórios estão ligados por um caminho de circulação pedonal.



Forte do Paço – Obra Militar n.º 12

Localizado no alto de uma escarpa rochosa por cima da estrada de Arruda, coincide com o sítio arqueológico do Castelo, protegia a estrada de Arruda para Sobral de Monte Agraço em conjunto com o Moinho do Céu (Obra Militar n.º 11), localizado à sua direita, e pelo forte da Caneira (Obra Militar n.º 13), à sua esquerda. 

Localização: Junto ao Casal do Castelo, Freguesia de Arranhó
Altitude: 283 m
Estruturas: Paiol, 3 Canhoneiras equipadas com 3 peças de calibre 9
Capacidade: 120 soldados




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