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História
Situada num vale fértil e ameno, a antiga vila de Arruda dos Vinhos deslumbra, não só pela sua rica história, mas também pela conhecida hospitalidade das suas gentes. Nela, o visitante poderá facilmente entabular um diálogo com um passado repleto de acontecimentos, mergulhados, pelo menos, desde o início da nacionalidade. Deste modo, ainda é possível percorrer as ruelas da zona histórica de Arruda e sentir o mistério e a magia da Idade Média portuguesa. Aqui e ali, a toponímia das ruas, dos terreiros e dos recantos, sugere-nos a existência de antigos paços reais e de um castelo mouro, desaparecido ou oculto por alguma espécie de encantamento, que ainda não foi possível desvendar. Do primeiro monarca, resta-nos o testemunho de um documento de doação da vila à Ordem Religiosa e Militar de Santiago em 1172, comprovando-se, efetivamente, a importância e notoriedade que a povoação detinha já na época. Foi esta Ordem que constituiu um verdadeiro motor de desenvolvimento rural na região, ao fazer instituir um convento no Sítio do Vilar, destinado a acolher as esposas dos Cavaleiros que partiam para Sul, durante a efeméride da Reconquista. Estas, para além da oração, dedicavam-se ainda à exploração agrícola, através do arrendamento de terras, promovendo, deste modo, a dinamização da agricultura, especialmente o cultivo da vinha, dadas as características excecionais desta zona para este tipo de atividade.
 
 
Não só Arruda dos Vinhos constituiu desde tempos ancestrais um importante polo de produção vinícola, como também por estas paragens se têm vindo a constatar vestígios de uma importante rota ancestral de comercialização deste produto, sobejamente apreciado, aquém e além-mar. Dessa rica herança, subsiste ainda hoje o desenvolvimento e a expansão da atividade vitivinícola numa grande parte do território do concelho, sendo que a região de Arruda dos Vinhos se situa atualmente numa das melhores zonas de produção de vinhos do país.
 
Por tudo isto, ainda hoje, nas aldeias, casais e quintas que rodeiam e completam a harmonia dos vales, trabalham-se afincadamente os campos, cultivam-se as várzeas férteis, e preparam-se os vinhedos para as célebres e fartas colheitas de outono que tão bem tipificam e enchem esta terra de cor. Deste longo ritual de labor e sabedoria resulta anualmente em novembro, a Festa da Vinha e do Vinho, onde forasteiros e arrudenses convivem em alegria, em tom de celebração à terra.
 

Retomando o lento desfilar dos tempos, refira-se o período áureo do rei D. Manuel I, restando-nos como grande motivo de orgulho a magnífica Igreja Matriz de Nossa Senhora da Salvação, restaurada por ordem expressa deste monarca. Foi também D. Manuel, que atribuiu foral à vila a 15 de janeiro de 1517. Desses tempos, chegou-nos ainda um património cultural valioso, que se traduz nas tradicionais festividades em honra da padroeira, de 6 a 18 de agosto e que atraem a Arruda dos Vinhos milhares de visitantes. Nesta altura, Arruda - vila engalanada e entregue à festa e à inspiração das agradáveis noites estivais - revela todo um encanto e magia que só uma visita minuciosa e atenta poderá proporcionar. Mas também ao longo de todo o ano, a procura da noite Arrudense começa já a ser uma referência e um agradável ponto de encontro.

Ao nível da gastronomia, o concelho de Arruda dos Vinhos conta com cerca de duas dezenas da restaurantes e casas de petiscos, nos quais se pode provar de tudo um pouco, desde os diferentes pratos de bacalhau e peixes, aos grelhados de carnes diversas, abundando ainda uma doçaria, não propriamente local, mas característica um pouco, quer da região saloia, quer já de um Ribatejo que teima em fazer anunciar-se, até mesmo pela paisagem sobre o Rio Tejo, cujo serpentear é visível de alguns pontos do concelho. É também destas cristas altaneiras - que envolvem todo o Vale Quente e que constituem verdadeiros miradouros naturais - que muitos se lançam no prazer do parapente. Nestes locais, aos quais o acesso poderá muitas vezes ser efetuado através de jipe- o que constitui uma verdadeira e inolvidável aventura- ou mesmo através de percursos pedestres, o visitante descobre uma paisagem de sonho, desde o Palácio da Pena, ao Maciço da Arrábida, passando pela Lezíria Ribatejana ou pela imponente Serra de Montejunto.
 
 
Apesar do seu relativo isolamento atual, alguns destes pontos serviram não só de refúgio e habitação aos homens do Neolítico, como também constituíram pontos de defesa importantes aquando das Invasões Francesas, pelo facto de integrarem as famosas Linhas de Torres. Como testemunhos desses tempos, restam ainda os redutos dos Fortes da Carvalha e da Infesta, cujos panos de muralhas e trincheiras são ainda hoje facilmente visíveis e que têm sido ultimamente objeto de interesse e pesquisas diversas, no âmbito de um projeto intermunicipal de valorização da 1.ª cintura defensiva das Linhas de Torres. Nestes locais, a vista perde-se no horizonte, embrenhando-se na beleza e simplicidade dos campos, na brancura persistente de alguns moinhos e no anunciar de algumas aldeias e lugares que teimam afirmar a sua identidade, não obstante, em baixo, a sede de Concelho esteja a crescer a olhos vistos, assistindo-se a um aumento considerável da sua área urbana e consequentemente da sua população.

 

 


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