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Exposição "250 Anos do Nascimento de Francisco Ciera"

Em 2013 comemoram-se 250 anos do nascimento do notável matemático e astrónomo Francisco António Ciera, responsável pelos estudos preparatórios para a elaboração da primeira Carta Geral do Reino e pela introdução da telegrafia visual terrestre em Portugal.

Com o intuito de evocar dignamente este aniversário, e atendendo à relevância da obra de Francisco Ciera e às múltiplas competências reveladas ao longo da sua carreira – que vão desde a Matemática à Metrologia, passando pela Astronomia, pela Cosmografia, pela Geografia e pela Cartografia –, a Plataforma Intermunicipal para as Linhas de Torres (PILT), da qual o Município de Arruda dos Vinhos faz parte integrante, lançou a diversas entidades o desafio de levar a cabo um programa comemorativo concertado relativo à referida efeméride. O conjunto de entidades envolvidas neste programa, em que a PILT se constitui como plataforma de ligação, inclui as legítimas herdeiras de antigas instituições criadas ou dirigidas por Francisco Ciera, ou que desenvolvem a sua atividade nas áreas do conhecimento abarcado pela sua ação, ou que são, ainda, detentoras de relevante espólio documental e/ou museológico relacionado com a atividade do homenageado.

Neste sentido, convidamos a visitar a exposição “250 Anos do Nascimento de Francisco Ciera”, produzida pela Comissão Cultural de Marinha, que estará patente ao público no Torreão Central da Fábrica Nacional de Cordoaria até ao próximo dia 18 de dezembro.
 

Biografia de Francisco António Ciera*

*Francisco António Ciera nasceu em Lisboa, no ano de 1763. Seu pai, Miguel António Ciera, matemático italiano, cedo deixou o seu Piemonte natal, tendo-se fixado em Portugal, onde viria a prestar inúmeros serviços de relevo, nomeadamente na área da cartografia. Francisco Ciera deu continuidade aos trabalhos desenvolvidos pelo seu progenitor, com quem se iniciou nas áreas da matemática e da cartografia. Foi Doutor em Matemática, Lente da cadeira de Astronomia e Navegação na Academia Real de Marinha, e sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa e da Sociedade Real Marítima, Militar e Geográfica, entidade que o viria a premiar em 1803.

Francisco Ciera iniciou a triangulação geral de Portugal, impulsionada por D. Rodrigo de Sousa Coutinho, com o objetivo de elaborar a Carta Geral do Reino de Portugal e a medição do grau do Meridiano. Os trabalhos geodésicos que dirigiu foram precursores da moderna cartografia portuguesa, tendo possibilitado a elaboração de mapas com maior rigor no posicionamento territorial e na representação do relevo.
Em 1803 Francisco Ciera foi encarregado de reformular o sistema semafórico da barra de Lisboa, tendo-lhe sido posteriormente confiada a missão de estabelecer a primeira Rede Portuguesa de Comunicações Telegráficas. Em 1810 foi nomeado primeiro Diretor do Corpo Telegráfico Português, integrado na engenharia militar, funções em que se manteve até 1814. Com essa responsabilidade, criou os telégrafos óticos portugueses de ponteiro, de postigos e de balões.

Durante a Guerra Peninsular, o sistema de comunicações português viria a ser amplamente utilizado, a par do telégrafo inglês “de balões”. Apesar do seu menor alcance, o telégrafo “de Ciera” revelou-se, todavia, mais económico, de mais fácil utilização e de maior eficácia.



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